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Notícia de Brumado: ataque de cães preocupa moradores

Publicada em: 19/03/2026 06:46 -

O aumento de cães abandonados nas ruas de Brumado voltou a acender o alerta após um ataque registrado no último sábado (14), por volta das 7h, na Avenida Doutor Guilherme Dias, nas proximidades do antigo Colégio Estadual. A vítima, o trabalhador Dionísio Borges, seguia de bicicleta para o trabalho quando foi surpreendido por dois animais e acabou ferido na perna esquerda.

Como aconteceu o ataque em Brumado?

De acordo com o relato da própria vítima, o ataque ocorreu de forma inesperada. Os cães estavam aparentemente tranquilos, caminhando pela calçada, sem demonstrar comportamento agressivo.

Dionísio contou que não havia estímulo típico para reação dos animais, como velocidade ou tentativa de fuga. Ainda assim, ao se aproximarem da bicicleta, os cães avançaram simultaneamente.

O ataque aconteceu de forma rápida e sem aviso. Segundo ele:

  • Os animais não estavam correndo

  • Não houve provocação

  • A aproximação foi silenciosa

  • O ataque foi simultâneo

“Foi do nada. Um de cada lado”, relatou.

Qual foi a gravidade do ferimento?

Mesmo tentando se defender, Dionísio Borges foi mordido na perna esquerda. O trabalhador destacou que o impacto só não foi mais grave porque ele usava calça jeans no momento.

A vestimenta funcionou como uma barreira parcial contra a mordida, reduzindo a profundidade do ferimento. Ainda assim, o susto e os riscos foram significativos.

Ele descreveu a situação como traiçoeira e rápida, o que reforça o perigo de ataques inesperados em vias públicas.

Quais medidas foram tomadas após o ataque?

Após o ocorrido, a vítima procurou atendimento médico imediato no Hospital Municipal. Como os animais eram de rua e não foi possível identificar sua procedência, foi necessário iniciar o protocolo padrão de segurança sanitária.

O atendimento incluiu:

  • Limpeza e tratamento do ferimento

  • Início da vacinação antirrábica

  • Prescrição de antibióticos

  • Uso de anti-inflamatórios

O protocolo antirrábico é obrigatório em casos como esse, conforme orientações do Ministério da Saúde, devido ao risco de transmissão de doenças graves como a raiva.

Quem paga pelos custos do tratamento?

Um dos pontos levantados pela vítima foi a responsabilidade pelos custos do tratamento. Dionísio afirmou que precisou arcar com medicamentos do próprio bolso.

A situação levanta um debate importante. Em casos envolvendo animais sem identificação, não há um responsável direto pelo ataque, o que transfere o impacto financeiro para a própria vítima.

Ele questiona:

  • Quem responde pelos danos?

  • Quem arca com os custos médicos?

  • Qual o papel do poder público?

Essas perguntas refletem uma realidade enfrentada por diversas pessoas em situações semelhantes.

O que diz a lei sobre ataques de animais?

No Brasil, a responsabilidade por danos causados por animais está prevista no Código Civil. O artigo 936 estabelece que o dono do animal deve reparar os danos causados por ele.

Porém, quando se trata de animais abandonados, a situação se torna mais complexa. A ausência de um responsável direto dificulta a responsabilização civil.

Além disso, a Constituição Federal atribui ao poder público o dever de zelar pela saúde e segurança da população, o que inclui ações de controle de zoonoses e manejo de animais em situação de rua.

Problema de saúde pública em Brumado

O caso de Dionísio não é isolado. Moradores relatam que o número de cães abandonados nas ruas de Brumado aumentou significativamente nos últimos anos.

A presença desses animais tem gerado preocupações constantes, especialmente em áreas de grande circulação.

Entre os principais riscos apontados estão:

  • Ataques a pedestres e ciclistas

  • Acidentes envolvendo motociclistas

  • Disseminação de doenças

  • Insegurança em vias públicas

Relatos indicam que motociclistas, por exemplo, frequentemente precisam desviar de animais, o que pode resultar em quedas e colisões.

Por que o número de animais abandonados cresce?

Especialistas apontam que o crescimento da população de animais de rua está ligado a diversos fatores, como:

  • Abandono por parte de tutores

  • Falta de políticas de castração

  • Ausência de fiscalização efetiva

  • Reprodução descontrolada

Sem medidas estruturais, o problema tende a se agravar, afetando tanto a população quanto os próprios animais.

O que pode ser feito para resolver o problema?

O controle da população de cães abandonados exige ações integradas do poder público e da sociedade.

Entre as medidas consideradas essenciais estão:

  • Programas de castração gratuita

  • Campanhas de adoção responsável

  • Fiscalização contra abandono

  • Criação de abrigos e centros de acolhimento

Além disso, campanhas educativas podem ajudar a conscientizar a população sobre a guarda responsável de animais.

Segurança e bem-estar precisam caminhar juntos

A situação em Brumado evidencia a necessidade urgente de políticas públicas eficazes. O problema não envolve apenas segurança, mas também saúde pública e bem-estar animal.

Animais abandonados também são vítimas da negligência e vivem em condições precárias, o que reforça a importância de soluções humanizadas.

Sem intervenção, casos como o de Dionísio tendem a se repetir, colocando em risco a rotina da população.

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Fábio Souza
Publicitário, Locutor Comercial com mais de 30 anos no mercado e Radialista - DRT: 7198/DF.

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